Blig

lilith

02/05/2004 18:34

enviada por Lilith



28/03/2004 22:26
O Dia em que o Sol Encontrou-se com a LuaConta-se, que há muito o Sol andava tristonho pela Terra. Seus raios, já não eram tão " fortes " como antes e por mais que o fizesse, sempre era encoberto por alguma nuvem escura que percorria o céu num forte vendaval. Os pássaros, as flores, os animais, todos se questionavam sobre o distanciamento do sol. Numa manhã; que seria bem mais bonita, se o Sol estivesse com seu esplendor total;uma ave de vôo inigualável chamada Condor; arriscou-se e quis tentar conversar com o astro rei. O sol percebendo a dificuldade do Condor para se aproximar, tranqüilizou-o dizendo: - Linda ave; de vôo quase perfeito, porque queres chegar a mim, se estou por toda parte deste planeta? O Condor ouvindo a pergunta do Sol lhe respondeu, já exausto pelo vôo: - Gostaria muito de saber o que lhe deixa tristonho. O planeta está quase sem tua luz: os pássaros já não sabem mais para onde ir; as flores, principalmente o girassol; já não sabe mais se fica acordado ou se dorme; os animais já não sabem mais se ficam em suas tocas ou saem para caçar; as lavouras estão se perdendo... Tudo está tão confuso, que resolvi arriscar este vôo e lhe perguntar qual seria o problema. O Sol percebendo a preocupação do Condor disse-lhe: - Não sabia que estava causando tantos transtornos! Confesso que me absorvi em meus pensamentos, que não me dei conta do que estava fazendo. Posso tentar solucionar isto tudo; prometo tentar... O Condor percebendo a " dúvida " que ficou nas palavras do Sol, ainda insistiu na mesma pergunta: - Mas o que está ocorrendo, que lhe tirou a atenção do resto do mundo? Poderia lhe ajudar, se você me dissesse o motivo. O Sol ainda encoberto, disse-lhe: - Acho difícil alguém me ajudar... Muito difícil mesmo... E já que está disposto a conversar, diga-me: você já amou alguém Condor? O Condor apoiou-se nas encostas de uma montanha; abaixou sua cabeça sem olhar para o abismo e respondeu: - Sim, já amei... Amei uma linda ave, que não era um Condor...Amei e sonhei... Muito... E porque você me pergunta isto? Você que é o Sol! Que possui bem mais dotes do que eu; que possui o poder em suas mãos? Não é possível que não consegue conquistar o amor de sua amada? Qualquer dama, se renderia à sua luminosidade; ao seu esplendor; ao seu magnetismo natural; ao seu calor... E antes mesmo que o Condor continuasse, o Sol o interrompeu dizendo: - Qualquer uma, menos ela... O Condor já intrigado de tanta curiosidade, então perguntou: - Quem Sol? Quem é ela? Que dama lhe ofusca os olhos? O Sol, então olhou para o infinito e disse-lhe com o semblante bem tristonho: - A Lua... A Lua, amigo! Neste instante o Condor em respeito ao Sol, segurou seu sorriso e disse-lhe: - A Lua? Como você apaixonou-se por ela? Como isso aconteceu? O Sol percebendo o espanto do Condor, lhe respondeu: - Aconteceu, que nos encontramos por algumas vezes... Em frações de segundos em alguns lugares, mas nos encontramos! Por que você está surpreso com isso? O Condor percebendo que o Sol já estava se exaltando, tentou explicar: - Por favor amigo, não quero que fique nervoso comigo. Apenas estranhei a Lua ser sua amada... - Como estranhou? Nunca lhe perguntei a quem você amou e se tivesse dado certo, você não me responderia da maneira como me respondeu! O Condor então disse: - Sim, você está certo... Desculpe-me! O que estranhei, foi que você viu muito pouco esta bela criatura, para poder se apaixonar por ela. Neste instante o Sol então respondeu: - Sim muito pouco... Muito pouco mesmo... Mas nestas poucas vezes, enxerguei dentro dos olhos dela. Vi toda a beleza que ela trazia dentro de si... Enxerguei o seu coração... Senti-o bem próximo a mim... Acreditei naquele olhar... Vi cumplicidade... Vi entrega... Vi amor... O Condor, observou que o Sol lhe falava, mas seus olhos ficavam fixos no infinito, procurando talvez os olhos da Lua. Então disse-lhe: - Ora, ora amigo, tenho que pensar em uma maneira de lhe ajudar. E lhe ajudando, estarei sendo ajudado... não só eu, todo o planeta! O sol com mais emoção então perguntou: - Como você poderá me ajudar? - Devagar amigo! Primeiro preciso me encontrar com alguns amigos de hábitos noturnos e depois lhe darei a resposta. E o Condor saiu voando mais que rapidamente e em menos de 5 horas; quase à noitinha, apareceu junto à encosta de uma montanha, onde o Sol já se reclinara para adormecer e disse-lhe: - Veja amigo, o que trouxe junto a mim! São vários amigos de hábitos noturnos e todos eles estão dispostos a lhe ajudar, se você continuar durante o dia no céu, mais forte do que nunca! É esta a única condição imposta por eles, para lhe ajudar! O sol intrigado com tantos animais ao seu redor, então os perguntou: - Então digam, o que vocês fariam? Neste instante uma coruja, com a fisionomia bem experiente e sábia, disse-lhe: - Levaríamos à Lua, seus recados; suas notícias... Tudo que precisar! O Sol neste momento bramiu com grande satisfação ao dito pela coruja. E depois sorriu aliviado dizendo: - Então digam a ela uma " coisinha " muito importante; que nunca tive tempo para dizer; pois quando nos víamos, ficava tão preocupado pelo pouco tempo de encontro; que esquecia de lhe dizer... Digam a ela, que a amo! Que a amo, mais do que tudo! Que estarei sempre esperando para nos encontrarmos! Que serei guardião do dia e ela será a guardiã da noite... E trabalhando juntos, os dias e noites se passarão sem erros e nos veremos novamente! E quando nos encontrarmos novamente, a amarei mais e mais... Nem que demore meio século para este encontro, mas a amarei! Os animais neste instante se emocionaram com a clareza e transparência do Sol. Agora sim, ele foi sincero em seu sentimento. Ele não o escondeu entre as nuvens escuras e não teve medo de falar o que sentia. E a noite chegou. A primeira a levar o recado foi a coruja. Do alto de uma árvore, disse à Lua as palavras do Sol. Naquela noite, uma chuva muito branda mas " molhada ", molhou a Terra. Cada gota de água da chuva, representava emoções e sensibilidade da Lua. Cada gota de chuva representava lágrimas de amor da Lua! Lágrimas de esperanças... Lágrimas de satisfação... Lágrimas de confiança... Agora a Lua sabia que não estava só... E um dia, se encontraria novamente com o Sol... Nem que demorasse meio século... Mas o encontraria... Na imensidão do tempo...
Ao " Sol " e a " Lua " que existem dentro de todo ser humano; que as nuvens e turbulências, apenas dêem um sentido maior a existência desses dois seres!


enviada por Lilith



21/03/2004 16:51


enviada por Lilith



21/03/2004 16:43
Eu e a Gio fizemos aniversário e resolvi fazer uma festa,correu tudo bem , consegui finalmente terminar minha lista(ufa...),não ficou faltando nada,todos deram uma força,meu marido,meus pais ,meus irmãos e minhas tias, fiz bolo de chocolate,claro.Aluguei um videokê...fui muito legal,é lógico que teve o cara que bebeu demais,ataques animalescos à comida e algumas "caras e bocas" devidamente ignoradas,hahahaha.
Combinamos,e todas nós viemos vestidas de rosa,para homenagear a Gio que adora essa cor,a decoração(que era das princesas) foi toda cor-de-rosa,sabe como é,depois que se tem um filho perto do seu aniversário,todas suas festas serão infantis,hahaha,mais eu não ligo,pelo contrário é muito legal.
A Gio adorou tudo,principalmente o monte de presentes que ganhou,ela curtiu muito,cantou,dançou e brincou com os primos.
O churrasco estava ótimo e no domingo nos reunimos para continuamos a........ " terminar a festa"

Um grande beijo ,até.....

enviada por Lilith



07/03/2004 22:46
Caleidoscópio
(Os Paralamas do Sucesso)

Não é preciso apagar a luz
Eu fecho os olhos e tudo vem
Num caleidoscópio sem lógica

Eu quase posso ouvir a tua voz
Eu sinto a tua mão a me guiar
Pela noite a caminho de casa

Quem vai pagar as contas deste amor pagão
Te dar a mão, me trazer à tona prá respirar
Quem vai chamar meu nome, ou te escutar
Me pedindo prá apagar a luz
Amanheceu, é hora de dormir
Nesso nosso relógio sem órbita

Se tudo tem que terminar assim
Que pelo menos seja até o fim
Prá gente não ter nunca mais que terminar

Fazia muito tempo que não ouvia essa música...
Essa letra é ótima!

enviada por Lilith



04/03/2004 00:50
Agora a premiação do oscar familiar :

And the Oscar goes to:
Melhor atriz: Nair
Melhor ator : Evandro
Melhor filme: aniversário da Gio
Melhor filme de animação : aniversário da JU
Melhor figurino:Eliana
Melhor roteiro original:venda da casa da vó
Melhor roteiro adaptada:A morte da "mamãe"
Melhor ator coadjuvante:Pietro
Melhor documentario: Divisão da comida
Melhor curta metragem animado:visita na casa da vó Bete.
Melhor filme estrangeiro:visitas na casa da vó Neusa.
Melhor diretor:Leonardo
Direção de arte:Zinho
Melhor curta documentário:Quando o Carlos foi pra Santos.
Melhor fotografia:A que o Bello tirou da vó,no aniversário do Leo.
Melhor edição:Aurora sentada.
Melhor trilha sonora:"To nem aí",interpretada aos gritos pela Dora.
Melhor canção:"família,família...almoça junto todo dia...nunca perde essa mania..."de titãs
Melhor efeitos especiais: Os barulhos da escada a noite....buhhhhhhh
OSCAR POR CONJUNTO DA OBRA:
Vocês não são elas e elas não são vocês !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Direção e produção:Bete,co-produção:Ju
Ficou realmente ótimo!hahahahahaha
enviada por Lilith



29/02/2004 15:37
Pi,é lógico que não estava falando de vc,Você é o mestre,hahaha.
Beijos.
enviada por Lilith



29/02/2004 15:33
Estou chegando a várias conclusões,estou mudando minha maneira de ver,tenho novos sonhos,estou me renovando e isso está sendo muito bom!
enviada por Lilith



21/02/2004 19:06
Cada coisa....

Ai gente ,minha família merece o oscar pela hipocrisia,acho que deveria escrever um livro ,eu sou obrigada a ouvir cada coisa que não dá para tolerar....
enviada por Lilith



15/02/2004 17:55

enviada por Lilith



08/02/2004 01:08
Ausência
(Vinícius de Moraes)

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.

Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.


Não tenho nada mais a comentar...
O texto de Vinícius fala por si...
Estou sentindo profundamente esta ausência de mim mesma, e à flor da pele o efeito de um olhar que já não reconheço mais



enviada por Lilith



08/02/2004 01:05
Uma história de amor
John Blanchard levantou do banco, endireitando a jaqueta de seu uniforme e observou as pessoas fazendo seu caminho através da Grand Central Station. Ele procurou pela garota cujo coração ele conhecia, mas o rosto não; a garota com a rosa.
Seu interesse por ela havia começado trinta meses antes, numa livraria de Flórida. Tirando um livro da prateleira, ele se pegou intrigado, não com as palavras do livro, mas com a notas feitas a lápis nas margens. A escrita suave refletia uma alma profunda e uma mente cheia de brilho. Na frente do livro, ele descobriu o nome do primeiro proprietário: Srta. Hollis Maynell.
Com tempo e esforço, ele localizou seu endereço. Ela vivia em New York City.
Ele escreveu a ela uma carta, apresentando-se e convidando a corresponder-se com ele. Na semana seguinte ele embarcou num navio para servir na II Guerra Mundial.
Durante o ano seguinte, mês a mês eles desenvolveram o conhecimento um do outro através de suas cartas. Cada carta era um semente caindo num coração fértil. Um romance de companheirismo. Blanchard pediu uma fotografia, mas ela recusou. Ela sentia que se ele realmente se importasse com ela, não importaria como era, ou sua aparência.
Quando finalmente chegou o dia em que ele retornou da Europa, eles marcaram seu primeiro encontro: - 7:00 da noite na Grand Central Station em New York.
"Você me reconhecerá" , ela escreveu, "pela rosa vermelha que estarei usando na lapela".
Então, 7:00 ele estava na estação, procurando por uma garota cujo coração ele amava, mas cuja face ele nunca havia visto. Vou deixar o Sr. Blanchard dizer-lhe o que aconteceu:
"Uma jovem aproximou-se de mim. Sua figura era alta e magra. Seus cabelos loiros caiam delicadamente sobre os seus ombros, seus olhos eram verdes como água. Sua boca era pequena e seus lábios carnudos, e seu queixo tinha um firmeza delicada. Seu traje verde pálido era como se a primavera tivesse chegado. Eu me dirigi a ela, inteiramente esquecido de perceber que ela não está usando uma rosa. como eu me movi em sua direção, um pequeno, provocativo sorriso, curvou seus lábios.
"Indo pro mesmo lugar que eu, marinheiro?", ela murmurou.
Quase incontrolavelmente dei um passo pra junto dela, e então eu vi Hollis Maynell. Ela estava parada quase que exatamente atrás da garota.
Uma mulher já passada dos 50 anos, ela tinha seus cabelos grisalhos enrolados num coque sobre um chapéu gasto. Ela era mais baixa que gorducha, seus pés compactos confiavam em sapatos de saltos baixos. A garota de verde seguiu seu caminho rapidamente. Eu me senti como se tivesse sido dividido em dois, tão forte era meu desejo de segui-la e tão profunda era o desejo por aquela mulher cujo espírito verdadeiramente me acompanhara e me sustentara através de todas as minhas atribulações.
E então ela parou. Sua face pálida e gorducha era delicada e sensível, seus olhos cinzas tinham um calor e simpatia cintilantes. Eu não hesitei. Meus dedos seguraram a pequena e gasta capa de couro azul do livro que a identificou para mim. Isto podia não ser amor, mas poderia ser algo precioso, talvez mais que amor, uma amizade pela qual eu seria para sempre cheio de gratidão.
Eu inclinei meus ombros, cumprimentei-a mostrando o livro para ela, ainda pensando, enquanto falava, na amargura do meu desapontamento. "Sou o Tenente John Blanchard, e você deve ser a Srta. Maynell. Estou muito feliz que tenha podido me encontrar. Posso lhe oferecer um jantar?".
O rosto da mulher abriu-se num tolerante sorriso. "Eu não sei o que está acontecendo", ela respondeu, "aquela jovem de vestido verde que acabou de passar me pediu para colocar esta rosa no casaco. E ela disse que se você me convidasse para jantar, eu deveria lhe dizer que ela está esperando por você no restaurante de esquina. E ela disse que isso era um tipo de TESTE!!".
Não parece difícil, pra mim, compreender e admirar a sabedoria da Srta. Maynell.
A verdadeira natureza do coração de uma pessoa é vista na maneira como ela responde ao que não é atraente...


enviada por Lilith



04/02/2004 00:56

enviada por Lilith



04/02/2004 00:52

Estava revendo algumas coisas que tenho guardado e
achei a letra de uma música do Legião que eu adoro e
lembrei da minha irmã.

(www.legiaourbana.com.br )
Ela sempre diz que essa música é a minha cara.
Jú este post é para vc !!!!!
Beijo

Legião Urbana
O Mundo Anda Tão Complicado

Gosto de ver você dormir
Que nem criança com a boca aberta
O telefone chega sexta-feira
Aperto o passo por causa da garoa
Me empresta um par de meias
A gente chega na sessão das dez
Hoje eu acordo ao meio-dia
Amanhã é a sua vez
Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você.
Temos que consertar o despertador
E separar todas as ferramentas
A mudança grande chegou
Com o fog...o e a geladeira e a televisão
Não precisamos dormir no chão
Até que é bom, mas a cama chegou na terça
E na quinta chegou o som
Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo
E até que é fácil acostumar-se com meu jeito
Agora que temos nossa casa
é a chave que sempre esqueço
Vamos chamar nossos amigos
A gente faz uma feijoada
Esquece um pouco do trabalho
E fica de bate-papo
Temos a semana inteira pela frente
Você me conta como foi seu dia
E a gente diz um p'ro outro:
- Estou com sono, vamos dormir!
Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você
Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação

De quem deixou a segurança de seu mundo
Por amor


enviada por Lilith



01/02/2004 19:03

enviada por Lilith






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